Seguidores

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Made in Brazil, xará!!!




Dá orgulho ou não dá?

sábado, 1 de outubro de 2011

domingo, 18 de setembro de 2011

Avionando (por João Ubaldo Ribeiro)


Vou fazer umas viagens longas de avião e, como aparentemente em relação a tudo de uns tempos para cá, fico matutando em como estou velho. Por exemplo, tenho certeza de que somente os mais velhos (tudo bem, menos moços) terão visto ou ouvido o verbo "avionar". Deixaram de tentar impingi-lo acho que quando eu era ainda adolescente. Escreviam artigos mostrando como os tempos hodiernos exigiam esse neologismo, sem o qual a comunicação contemporânea ficaria impossível em português, ou contaminada pelos então inaceitáveis estrangeirismos. Houve um certo esforço em implantá-lo, mas acho que todo mundo se sentia meio fresco, quando dizia "vou avionar ao Rio de Janeiro".

Minha primeira avionada foi no tempo em que ainda havia uns velhotes caturras que se recusavam a olhar para cima, quando um avião passava, e classificavam como mentirosa qualquer história relacionada com aviões. Só acreditavam nos desastres, cuja narração repetiam sempre que se mencionava um avião, entre comentários sobre a insensatez de querer sair voando por aí - Deus sabia muito bem por que não tinha dado asas nem a nós nem às cobras. E discutiam indignadamente sobre a alegada existência de banheiros nos aviões. Com que então havia uns buraquinhos neles, por onde eram espargidas no ar as sujeiras dos passageiros? Alguns sustentavam que não era problema, diante da força de dispersão da atmosfera, mas outros se revoltavam e comentava-se que d. Aurora, austera vizinha nossa da rua do Cedro, passou a só andar de sombrinha aberta, tão logo soube dessa situação ultrajante.

A outra ocasião em que avião virava centro de atenções era quando a Força Aérea fazia o voo da coqueluche, um acontecimento. Hoje acho que ninguém mais nem sabe o que é coqueluche ou se ainda existe coqueluche, quanto mais voo da coqueluche. Coqueluche, recordo aos que não sabem conservar a memória nacional, era uma tosse que dava em crianças. Que eu lembre, não costumava ser fatal, mas a tosse era incontrolável, o que às vezes impedia as crianças de comer ou dormir. Era muito contagiosa, tanto assim que, quando algo ou alguém estava muito na moda, se diziam coisas como "o bolero é a coqueluche do momento". Hoje, quiçá a coqueluche do momento no Brasil seja a corrupção, mas se cura fácil, há muitos jatinhos dando sopa a quem quiser fazer o

VÔO DA COQUELUCHE


Lembro até mesmo duas companhias nacionais que voavam a Aracaju, onde morávamos: LAB e LAP. Linhas Aéreas Brasileiras e Linhas Aéreas Paulistas. Pouco depois, na minha lembrança, a Aerovias Brasil, que durou mais tempo que as primeiras. Meu primeiro voo foi a Salvador, pela LAP. Ideia de meu pai, que sempre fez questão de desfrutar da mais nova tecnologia. Naquele tempo não se usava isso, mas acho que, se se usasse, minha mãe tinha pedido separação na hora. Não me esqueço do quadro lúgubre da família, com exceção do velho, entrando no avião como a caminho do cadafalso.

Os assentos eram em duas fileiras fronteiriças, ao longo da cabine, como nos aviões de paraquedistas que a gente vê em filmes de guerra. Havia um comissário de bordo que serviu sanduíches e refrescos, bem mais, pensando bem, que em certos voos de hoje em dia. E teria sido apenas mais um voo rotineiro da LAP, se meu pai não tivesse tido seu espírito aventureiro recompensado pelo destino e não houvéssemos experimentado a espetacular queda num vácuo. Até hoje não sei bem o que é queda num vácuo, mas foi a expressão que, entusiasmado, meu pai bradou lá de seu assento, quando, a troco de nada, num voo sem muitos sacolejos, o avião pareceu despencar vertiginosamente, para depois parar tão de súbito como começara, dando um tremendo susto até mesmo no comissário, embora não, é claro, em meu pai. Anos depois dessa viagem, ele ainda a contava, como quem havia escapado a fogo antiaéreo: "Caímos num vácuo! Você já caiu num vácuo?".

Sou antigo também o suficiente para ter feito uma rota arcaica, verdadeira expedição aérea, entre Salvador e Belo Horizonte, já no tempo do DC3. O DC3 tem fama de excelente avião e dizem que até hoje há muitos em operação, mas, além de bom, virou mito e ganhou pelo menos uma frase ritual. Na hora em que os cintos já estava amarrados, as portas fechadas, e os motores acelerando, havia sempre diversos passageiros pálidos, outros se benzendo, outros debulhando um rosário e os que não estavam de olhos fechados se entreolhando, com um eventual sorriso amarelo. Aí sempre tinha um, mal disfarçando o terror, que também sorria e lembrava com os lábios trêmulos: "É um DC3!". E se manifestava pelo menos um outro, que acrescentava: "O melhor avião já construído!". Suspiros de alívio e anuências, com gestos e palavras enfáticos, amenizavam consideravelmente a viagem. Agora não se no tam tantos apelos à Providência, mas espero que continuem, ainda que discretamente, ou então que as conversas nos celulares sejam chamadas diretas ao santo protetor de cada um, mas, mesmo assim, quando antecipo uma viagem das de hoje em dia, sinto um pouco de saudade do tempo do DC3.



Enviado por meu amigo Capitão Moita

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Hino Nacional em ritmo brasileiro!



De norte a sul, leste a oeste, nosso hino é um dos mais bonitos do mundo.
Sem bairrismo!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Velhos tempos, belos dias!...




E até um "vaspiano" entrou de gaiato nessa...

domingo, 21 de agosto de 2011

Quem voou nestes?



Voei nos dois, como passageiro, com o glorioso simbolo da Cruzeiro do Sul no leme...

domingo, 31 de julho de 2011

Relatório de bordo...

Após cada voo, os pilotos da empresa australiana Qantas, além do Livro de Bordo, preenchem também um formulário que descreve aos mecânicos os problemas com a aeronave.
Os mecânicos corrigem o problema e documentam os reparos no mesmo formulário, que é então conferido pelos pilotos antes do próximo voo.

Seguem algumas reclamações reais submetidas pelos pilotos (marcadas com um P) e as soluções anotadas pela equipe de manutenção (marcadas com S).

P: Pneu interior esquerdo do trem principal está quase precisando ser trocado
S: Quase trocamos o pneu interior esquerdo do trem principal.

P: Alguma coisa está solta no cockpit.
S: Alguma coisa foi apertada no cockpit.

P: Evidência de vazamento no trem de pouso direito
S: Evidência removida.

P: Volume do DME inacreditavelmente alto
S: Volume do DME ajustado para volume mais acreditável.

P: Travas de fricção fazem alavanca de aceleração ficar dura.
S: Travas de fricção são para isso.

P: IFF inoperante no modo OFF.
S: IFF sempre inoperante no modo OFF.

P: Suspeito que há uma trinca no pára-brisa
S: Suspeito que você está correto.

P: Turbina número 3 está faltando.
S: Turbina número 3 achada sob a asa direita após breve procura.

P: Aeronave se comporta de forma engraçada.
S: Aeronave avisada: tome jeito, vôe direito e aja com seriedade.

P: Radar está murmurando
S: Radar reprogramado com letras de músicas

P: Rato no cockpit.
S: Gato instalado.

P: Ruído vindo de baixo do painel de controle. Soa como um anão martelando alguma coisa.
S: Martelo do anão foi confiscado





Cortesia de Pedro Henrique "Baleiro"
Comparsas do blog

Lembra do Trenzinho elétrico? Ou do Autorama? Pois é...



A coisa evoluiu...agora dá pra brincar de aviãozinho também!...



Enviado por Cmte. Tetto
Aeroclube do Paraná

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Grande? GRAAANDE MESMO? Antonov 225...



No pátio, perto dos "aviõezinhos", e o cockpit do brinquedinho...



O maior do mundo. 640 toneladas voando a 500mph...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Decolando com um DC-3



Pilotei esse tipo de avião entre 1978 e 1980, quando estava em Fortaleza, Ceará.
Grande avião, me dá saudade. Lembro que onde quer que a gente pousasse, as tripulações de outros aviões, Boeings de carreira inclusive, vinham visitar a "raridade".
Como se fosse um "jeep" tamanho familia, pousava e decolava em qualquer rasgo de terra que pudesse se chamar de pista.
Um verdadeiro "fusca aéreo", até hoje faz sucesso em qualquer aeroporto.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pra quem gosta...



Meu amigo blogosferistico Zeno Otto, do blog "Sr.com" me mandou essas imagens, talvez como incentivo a um novo esporte.
Desde já vou avisando: NÃO SALTO !!!
Eu trago o avião até o chão pegando fogo no meu traseiro, mas NÃO SALTO !!!
COISA DE DOIDO, sÔ!....

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Parada de motor após decolagem



Percebam o nervosismo e a confusão estabelecida na cabine de comando...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Constellation Super H - Real Aerovias



Video "chupado" do blog do Flávio Gomes, mostrando o "Cadillac dos ares", em um vôo Buenos Aires-Miami, com escalas em São Paulo e Rio.
Naquela época, a "tripulação técnica" era composta por: Comandante, Primeiro oficial, Segundo oficial ou "Flight Engineer" (Engenheiro de vôo) e Rádio Telegrafista. Os instrumentos de navegação e comunicação eram bem rústicos, se comparados com os atuais, com destaque para o "sextante", os goniometros e o telégrafo. O radar meteorológico, então, para a época, era o "must"...

O dono da Real era o cmte. Lineu Gomes, e a tripulação brincava dizendo que "REAL" era as iniciais da frase:
"Rapazes Enriquecendo as Amantes do Lineu"

ao que o cmte Lineu respondia:

"Lineu Agradece Emocionado aos Rapazes"...

segunda-feira, 28 de março de 2011

O triste fim de um Tupolev...




Penso no quanto é jogado fora em dinheiro e capacidade intelectual, para ir parar em um ferro-velho...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Embraer Phenom 300- Vôo de Batismo



Alegria do pessoal da fábrica...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Niver!!!



...59, mas com corpitcho de 58 e dez meses...

terça-feira, 1 de março de 2011