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domingo, 18 de setembro de 2011

Avionando (por João Ubaldo Ribeiro)


Vou fazer umas viagens longas de avião e, como aparentemente em relação a tudo de uns tempos para cá, fico matutando em como estou velho. Por exemplo, tenho certeza de que somente os mais velhos (tudo bem, menos moços) terão visto ou ouvido o verbo "avionar". Deixaram de tentar impingi-lo acho que quando eu era ainda adolescente. Escreviam artigos mostrando como os tempos hodiernos exigiam esse neologismo, sem o qual a comunicação contemporânea ficaria impossível em português, ou contaminada pelos então inaceitáveis estrangeirismos. Houve um certo esforço em implantá-lo, mas acho que todo mundo se sentia meio fresco, quando dizia "vou avionar ao Rio de Janeiro".

Minha primeira avionada foi no tempo em que ainda havia uns velhotes caturras que se recusavam a olhar para cima, quando um avião passava, e classificavam como mentirosa qualquer história relacionada com aviões. Só acreditavam nos desastres, cuja narração repetiam sempre que se mencionava um avião, entre comentários sobre a insensatez de querer sair voando por aí - Deus sabia muito bem por que não tinha dado asas nem a nós nem às cobras. E discutiam indignadamente sobre a alegada existência de banheiros nos aviões. Com que então havia uns buraquinhos neles, por onde eram espargidas no ar as sujeiras dos passageiros? Alguns sustentavam que não era problema, diante da força de dispersão da atmosfera, mas outros se revoltavam e comentava-se que d. Aurora, austera vizinha nossa da rua do Cedro, passou a só andar de sombrinha aberta, tão logo soube dessa situação ultrajante.

A outra ocasião em que avião virava centro de atenções era quando a Força Aérea fazia o voo da coqueluche, um acontecimento. Hoje acho que ninguém mais nem sabe o que é coqueluche ou se ainda existe coqueluche, quanto mais voo da coqueluche. Coqueluche, recordo aos que não sabem conservar a memória nacional, era uma tosse que dava em crianças. Que eu lembre, não costumava ser fatal, mas a tosse era incontrolável, o que às vezes impedia as crianças de comer ou dormir. Era muito contagiosa, tanto assim que, quando algo ou alguém estava muito na moda, se diziam coisas como "o bolero é a coqueluche do momento". Hoje, quiçá a coqueluche do momento no Brasil seja a corrupção, mas se cura fácil, há muitos jatinhos dando sopa a quem quiser fazer o

VÔO DA COQUELUCHE


Lembro até mesmo duas companhias nacionais que voavam a Aracaju, onde morávamos: LAB e LAP. Linhas Aéreas Brasileiras e Linhas Aéreas Paulistas. Pouco depois, na minha lembrança, a Aerovias Brasil, que durou mais tempo que as primeiras. Meu primeiro voo foi a Salvador, pela LAP. Ideia de meu pai, que sempre fez questão de desfrutar da mais nova tecnologia. Naquele tempo não se usava isso, mas acho que, se se usasse, minha mãe tinha pedido separação na hora. Não me esqueço do quadro lúgubre da família, com exceção do velho, entrando no avião como a caminho do cadafalso.

Os assentos eram em duas fileiras fronteiriças, ao longo da cabine, como nos aviões de paraquedistas que a gente vê em filmes de guerra. Havia um comissário de bordo que serviu sanduíches e refrescos, bem mais, pensando bem, que em certos voos de hoje em dia. E teria sido apenas mais um voo rotineiro da LAP, se meu pai não tivesse tido seu espírito aventureiro recompensado pelo destino e não houvéssemos experimentado a espetacular queda num vácuo. Até hoje não sei bem o que é queda num vácuo, mas foi a expressão que, entusiasmado, meu pai bradou lá de seu assento, quando, a troco de nada, num voo sem muitos sacolejos, o avião pareceu despencar vertiginosamente, para depois parar tão de súbito como começara, dando um tremendo susto até mesmo no comissário, embora não, é claro, em meu pai. Anos depois dessa viagem, ele ainda a contava, como quem havia escapado a fogo antiaéreo: "Caímos num vácuo! Você já caiu num vácuo?".

Sou antigo também o suficiente para ter feito uma rota arcaica, verdadeira expedição aérea, entre Salvador e Belo Horizonte, já no tempo do DC3. O DC3 tem fama de excelente avião e dizem que até hoje há muitos em operação, mas, além de bom, virou mito e ganhou pelo menos uma frase ritual. Na hora em que os cintos já estava amarrados, as portas fechadas, e os motores acelerando, havia sempre diversos passageiros pálidos, outros se benzendo, outros debulhando um rosário e os que não estavam de olhos fechados se entreolhando, com um eventual sorriso amarelo. Aí sempre tinha um, mal disfarçando o terror, que também sorria e lembrava com os lábios trêmulos: "É um DC3!". E se manifestava pelo menos um outro, que acrescentava: "O melhor avião já construído!". Suspiros de alívio e anuências, com gestos e palavras enfáticos, amenizavam consideravelmente a viagem. Agora não se no tam tantos apelos à Providência, mas espero que continuem, ainda que discretamente, ou então que as conversas nos celulares sejam chamadas diretas ao santo protetor de cada um, mas, mesmo assim, quando antecipo uma viagem das de hoje em dia, sinto um pouco de saudade do tempo do DC3.



Enviado por meu amigo Capitão Moita

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Hino Nacional em ritmo brasileiro!



De norte a sul, leste a oeste, nosso hino é um dos mais bonitos do mundo.
Sem bairrismo!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Velhos tempos, belos dias!...




E até um "vaspiano" entrou de gaiato nessa...

domingo, 21 de agosto de 2011

Quem voou nestes?



Voei nos dois, como passageiro, com o glorioso simbolo da Cruzeiro do Sul no leme...

domingo, 31 de julho de 2011

Relatório de bordo...

Após cada voo, os pilotos da empresa australiana Qantas, além do Livro de Bordo, preenchem também um formulário que descreve aos mecânicos os problemas com a aeronave.
Os mecânicos corrigem o problema e documentam os reparos no mesmo formulário, que é então conferido pelos pilotos antes do próximo voo.

Seguem algumas reclamações reais submetidas pelos pilotos (marcadas com um P) e as soluções anotadas pela equipe de manutenção (marcadas com S).

P: Pneu interior esquerdo do trem principal está quase precisando ser trocado
S: Quase trocamos o pneu interior esquerdo do trem principal.

P: Alguma coisa está solta no cockpit.
S: Alguma coisa foi apertada no cockpit.

P: Evidência de vazamento no trem de pouso direito
S: Evidência removida.

P: Volume do DME inacreditavelmente alto
S: Volume do DME ajustado para volume mais acreditável.

P: Travas de fricção fazem alavanca de aceleração ficar dura.
S: Travas de fricção são para isso.

P: IFF inoperante no modo OFF.
S: IFF sempre inoperante no modo OFF.

P: Suspeito que há uma trinca no pára-brisa
S: Suspeito que você está correto.

P: Turbina número 3 está faltando.
S: Turbina número 3 achada sob a asa direita após breve procura.

P: Aeronave se comporta de forma engraçada.
S: Aeronave avisada: tome jeito, vôe direito e aja com seriedade.

P: Radar está murmurando
S: Radar reprogramado com letras de músicas

P: Rato no cockpit.
S: Gato instalado.

P: Ruído vindo de baixo do painel de controle. Soa como um anão martelando alguma coisa.
S: Martelo do anão foi confiscado





Cortesia de Pedro Henrique "Baleiro"
Comparsas do blog

Lembra do Trenzinho elétrico? Ou do Autorama? Pois é...



A coisa evoluiu...agora dá pra brincar de aviãozinho também!...



Enviado por Cmte. Tetto
Aeroclube do Paraná

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Grande? GRAAANDE MESMO? Antonov 225...



No pátio, perto dos "aviõezinhos", e o cockpit do brinquedinho...



O maior do mundo. 640 toneladas voando a 500mph...

terça-feira, 31 de maio de 2011

Decolando com um DC-3



Pilotei esse tipo de avião entre 1978 e 1980, quando estava em Fortaleza, Ceará.
Grande avião, me dá saudade. Lembro que onde quer que a gente pousasse, as tripulações de outros aviões, Boeings de carreira inclusive, vinham visitar a "raridade".
Como se fosse um "jeep" tamanho familia, pousava e decolava em qualquer rasgo de terra que pudesse se chamar de pista.
Um verdadeiro "fusca aéreo", até hoje faz sucesso em qualquer aeroporto.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Pra quem gosta...



Meu amigo blogosferistico Zeno Otto, do blog "Sr.com" me mandou essas imagens, talvez como incentivo a um novo esporte.
Desde já vou avisando: NÃO SALTO !!!
Eu trago o avião até o chão pegando fogo no meu traseiro, mas NÃO SALTO !!!
COISA DE DOIDO, sÔ!....

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Parada de motor após decolagem



Percebam o nervosismo e a confusão estabelecida na cabine de comando...

segunda-feira, 18 de abril de 2011

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Constellation Super H - Real Aerovias



Video "chupado" do blog do Flávio Gomes, mostrando o "Cadillac dos ares", em um vôo Buenos Aires-Miami, com escalas em São Paulo e Rio.
Naquela época, a "tripulação técnica" era composta por: Comandante, Primeiro oficial, Segundo oficial ou "Flight Engineer" (Engenheiro de vôo) e Rádio Telegrafista. Os instrumentos de navegação e comunicação eram bem rústicos, se comparados com os atuais, com destaque para o "sextante", os goniometros e o telégrafo. O radar meteorológico, então, para a época, era o "must"...

O dono da Real era o cmte. Lineu Gomes, e a tripulação brincava dizendo que "REAL" era as iniciais da frase:
"Rapazes Enriquecendo as Amantes do Lineu"

ao que o cmte Lineu respondia:

"Lineu Agradece Emocionado aos Rapazes"...

segunda-feira, 28 de março de 2011

O triste fim de um Tupolev...




Penso no quanto é jogado fora em dinheiro e capacidade intelectual, para ir parar em um ferro-velho...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Embraer Phenom 300- Vôo de Batismo



Alegria do pessoal da fábrica...

segunda-feira, 14 de março de 2011

Niver!!!



...59, mas com corpitcho de 58 e dez meses...

terça-feira, 1 de março de 2011

domingo, 20 de fevereiro de 2011

ANAC PEGOU AEROVIA NA CONTRAMÃO?

NOVO CAOS NA AVIAÇÃO CIVIL BRASILEIRA

Vem aí outro enorme problema para tripulantes, usuários, aeroclubes, escolas, empresas de táxi aéreo, de serviços aéreos especializados que compõem a Aviação Geral no Sul do país, o maior segmento aeronáutico, após a Aviação da Região Sudeste. Já a alguns dias, são veiculados insistentes boatos de que a direção da Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC, determinou o fechamento do Escritório de Aviação Civil de Curitiba-EAC-CT e a Unidade Regional de Porto Alegre-UR-POA, em mais um ato que demonstra a falta de compromisso com a Aviação Civil Brasileira. Só o maior Aeroclube da Região possui mais de 1.200 alunos que tratam de todos os seus assuntos neste Escritório de Unidade.

Já é de longa data, desde a criação do órgão, que a Aviação Geral, de Pequeno Porte, Escolas, Tripulantes, Mecânicos e Alunos, enfrentam todo tipo de problemas para desempenhar suas atividades e manter o imenso número de documentos e exigências “em dia” como determina este órgão, que vem trabalhando em total falta de sintonia e desconhecimento da atividade aeronáutica.

Taxas absurdas, atendimento deficiente, atrasos na expedição de documentos, falta de examinadores para revalidação de licenças, questões e impedimentos burocráticos de todos os tipos – em sua maioria direcionados a Aviação Geral – uma vez que as grandes empresas e seus proprietários enfrentam poucos percalços, já que a maior parte das ações do órgão ocorre no interesse de ambos – fazem da vida dos pequenos operadores um verdadeiro inferno, causando-lhes problemas e prejuízos de toda ordem.

Agora, em um posicionamento totalmente contrário as necessidades da Aviação Brasileira no Sul do país, que reflete o já habitual e total desconhecimento da atividade aeronáutica por parte de seus dirigentes e funcionários, a ANAC decide unilateralmente, arbitrariamente e sem qualquer tipo de consulta, simplesmente fechar estes Escritórios e Gerências, obrigando milhares de empresas, escolas e tripulantes da Região Sul, a viajarem, muitos, por milhares de quilômetros até Rio de Janeiro, São Paulo ou Brasília, para resolverem qualquer tipo de problema, dos mais simples como a revalidação de uma Licença até os mais complexos. Já havendo imensa carência de profissionais no país, tais viagens agravarão a falta e a indisponibilidade de pilotos, mecânicos e aeronaves, que terão que se afastar de suas funções, enquanto viajam e aguardam a disponibilidade precária do órgão para a resolução de seus problemas.

É realmente um absurdo, que em pleno Século 21, em um país de dimensões continentais como o nosso, com a segunda maior aviação do planeta, um “Órgão Público”, se arvore no direito de desafiar e desestruturar toda a ordem e organização estabelecida, decidindo a “bel prazer” encerrar suas atividades na Região Sul por sua conveniência – não da nossa, alunos, tripulantes, escolas e operadores - que como cidadãos e Contribuintes já pagam impostos – e ainda tem que pagar taxas e emolumentos (caros) por qualquer serviço prestado pela Agência, que apenas cumpre sua função e não nos presta favor de qualquer tipo.

Assim, exigiremos o não fechamento dos Escritório de Aviação Civil de Curitiba-EAC-CT como também da Unidade Regional de Porto Alegre-UR-POA. Solicitamos à todas as personalidades públicas e privadas com Poder de Decisão, que diligenciem contra este abuso administrativo, mesmo porque a Aviação Geral é ferramenta essencial para que autoridades, empresários e elementos com Poder de Decisão, desempenhem suas funções com eficiência, lucratividade, tranqüilidade e conforto!


Curitiba, 20 de Fevereiro de 2011.

AEROCLUBE DO PARANÁ

PRESIDÊNCIA E DIRETORIA


Comentário meu:

Algumas pessoas no governo ainda acham que aviação no Brasil é "coisa de rico". Não precisa ir muito longe: Um simples cafèzinho com um pão de queijo em lanchonete de aeroporto custa de 7 a 8 reais...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Fabricado no Brasil...



EMBRAER Lineage 1000.
Que tal, gente?
Melhor que os "made in", nénão???

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Para matar saudades (as minhas, pelo menos...)






Decolagem e pouso de um Cessna Citation C-500

Minhas recordações vão à 1977/78...